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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Paróquia Santo Afonso realizará mais um casamento comunitário




Mais um ano letivo se finda e a Paróquia Santo Afonso não para. Na sua dinâmica e atividade pastoral, nesta Igreja de Fortaleza, realiza mais um casamento comunitário, no qual reunirá seis casais, neste sábado, dia 24 de novembro, na paróquia Santo Afonso, Parquelândia. Toda comunidade paroquial, familiares, amigos, parentes se sintam convidados a assistir esse enlace matrimonial, onde eles irão, além do consentimento, trocar as alianças e receber a bênção nupcial do pároco, Padre Geovane Saraiva, a partir das 15 horas.

Pedir em nome de Maria

Pe. Zezinho

Uma coisa é dizer que tudo nos vem por Maria e outra coisa dizer que muitas graças no vêm através da prece de Maria. Se eu oro por você ao Pai em nome de Jesus, ou a Jesus diretamente e você me diz que recebeu a graça, não estou errado ao dizer que, por minha intercessão junto a Jesus, você recebeu aquela graça. Senão, que sentido teria os pais orarem pelos filhos ou os padres e pastores orarem por seus fiéis? Não é intercessão? Se nós intercedemos o tempo todo uns pelos outros, porque negar que Maria faça o mesmo a quem pede sua ajuda? Seria a prece dela menor do que a dos padres e pastores?

Eu já fui de falar primeiro com Maria e só depois com seu filho. Agora, faço o que sinto vontade de fazer. Muitas vezes falo direto com Jesus. Outras, com a mãe dele. Quando falo com Maria, peço a ela que fale comigo a Jesus e interceda comigo e por mim. Se ela falar direto ao Pai, vai usar o nome do Filho dela, como eu faço quando falo com o Pai. Mas sei que a oração de Maria é incomparavelmente mais pura do que a minha. É claro que quero a ajuda dela. Se aceito a ajuda dos padres e reverendos que dizem orar por mim, porque não aceitaria a de Maria que creio estar salva e viva na outra dimensão do existir, dimensão que chamamos de céu?

Não acho que Maria se magoe, por falarmos ao seu Filho sem recorrer a ela. É tudo que ela quer! Que alemos com seu Filho! Quando nossa Igreja diz que Maria é “medianeira de graças” ( o Catecismo não tem a palavra “todas”) nossa Igreja não está dizendo que Deus Pai que age através de Jesus só atenderá nossas preces, se elas também passarem por Maria. Isso a Igreja nunca disse!

O que a Igreja diz é que, se quisermos pedir, qualquer graça, qualquer que seja o pedido, podemos pedir por Maria, porque ela pedirá conosco e levará tudo a Jesus. Não há graça que Maria não peça conosco! A Igreja sugere, inclusive, que os católicos usem o santo nome de Maria nas suas orações, mas sem esquecer que o nome que salva é o de Jesus. Não usamos os nomes de amigos e de outras pessoas quando pedimos algum favor de alguém que as conhece? Se soubermos usar o nome certo do jeito certo, porque não? Desde que saibamos que o poder e foi dado a Jesus e ele o delega a quem ele quiser (Mt 13,11), não erraremos. Jesus deu poder aos apóstolos, desde que se reunissem no seu nome ou que usassem seu nome. ( Mt 18,20, Jo 14,13)

Na Bíblia há centenas de passagens em que se usa o nome de profetas e servos de Deus durante as orações (1 Re 13,6 ). Reis pediam aos profetas que orassem por eles. Nós cristãos usamos o nome de Jesus porque não há nenhum nome maior do que este para nós. ( Fl 2,9 ) Mas não está proibido usar nomes menores. O de Maria é menor que o de Jesus, mas é bem maior do que o nosso. Estava certa aquela senhora que orava:

-“ Pai, falo com o senhor em nome de Jesus”
-“ Jesus, falo com o senhor em nome de Maria”
-“ Maria, falo com senhora pedindo que me ajude a falar com Jesus, porque de falar com ele a senhora entende mais do que eu “

Estava orando a Maria do jeito certo !

MARIA: MEDIANEIRA JUNTO A JESUS

Posso falar diretamente com Jesus sem procurar nenhum mediador. Mas posso pedir ao padre Pedro que ore comigo e por mim. E posso pedir ao pastor Jaime que faça o mesmo. Posso usar de sua intercessão enquanto eu mesmo falo com Jesus. Melhor para mim que tenho mais duas pessoas orando por mim e comigo! Se não desprezo a intercessão dos homens piedosos deste mundo porque faria pouco caso da intercessão da Mãe do Cristo que está no céu com seu Filho?

O pregador evangélico que dizia que não precisava de nenhuma outra intercessora junto a Deus, porque já tinha Jesus, o santo, estava querendo marcar um ponto contra os católicos, mas marcou contra si mesmo. No mesmo programa de rádio. minutos depois ofereceu-se para orar pelos seus fiéis. Se ele podia ser intercessor junto a Deus em nome de Jesus, porque a mãe de Jesus não pode? Ou será que ele é dos que pregam que Maria está morta e ainda não foi para o céu? Neste caso, onde ele espera ir quando morrer? Se a mãe de Jesus ainda está esperando e, por isso, não pode orar, onde estão todos os fiéis da sua Igreja? Os vivos têm mais poder do que os que morreram em Jesus? Os fiéis da Terra têm mais poder do que os fiéis do céu? Não há ninguém no céu? E onde estão todos os piedosos cristãos que morreram nestes 20 séculos? Onde está o ladrão a quem Jesus disse que naquele mesmo dia estaria no paraíso? Céu é uma coisa e paraíso é outra?

Uma questão suscita outra quando afirmamos que só nós podemos orar pelos outros e que os que morreram em Jesus não podem. Ficamos com um trecho da Bíblia que dá a entender que os mortos não podem fazer nada pelos vivos e ignoramos os outros que dizem que é bom orar e fazer oferendas em favor dos mortos? Ignoramos passagens que mostram que Moisés e Elias estavam vivos em Deus e oravam com Jesus? Então, se a Bíblia merece crédito no que afirma, e eles apostam nisso, existe gente viva e orando no céu. É lá que Maria está. Se Moisés e Elias estão no céu e oram, então Maria a mãe do Cristo também está e ora. Não parece natural e lógico que Jesus tenha levado sua mãe para o céu?

A catequese sobre Maria é bem clara na Igreja. O único mediador junto ao Pai é Jesus. Mas Maria também intercede, só que age como alguém que depende. Ela faz o que qualquer cristão pode fazer, só que faz melhor: intercede por nós a Jesus, ou ao Pai em nome de Jesus. Foi o que Jesus mandou seus discípulos fazerem no Pai Nosso (Mt 6,9 ) e em (Jo 14, 13-15 ) Mas deixou claro que quem usasse seu nome de maneira errada teria que responder pelo desrespeito ( Mt 7,22)

A fé em Jesus, se for pura e sincera, purifica o nosso trato com Maria. A fé em Maria, se for pura, acaba levando a Jesus, de tal maneira que nosso viver passa a ser Ele. ( Gl 2,20 ) Se no céu se batesse palmas é isso o que ela faria ao cristão que a saúda respeitosamente, mas vai falar horas e horas com seu filho. Que mãe não gostaria disso?

Quando alguém diz que Jesus é o único mediador junto ao Pai está dizendo que ele é a única autoridade para isso. Mas não está negando aos seus discípulos o direito de serem mediadores com Jesus. Senão, por que é que ele iria ensinar, no Pai Nosso, que devemos nos dirigir diretamente ao Pai e que deveríamos usar seu nome e orar uns pelos outros?

Se Jesus manda interceder é porque podemos também nós ser intercessores. Então, também somos mediadores com ele. É claro que não tão plenos como Ele, mas sempre depois dele e por causa dele, da mesma forma que somos filhos por causa dele. Se podemos nos proclamar filhos de Deus por causa de Jesus, o Filho, podemos ser intercessores uns pelos outros por causa de Jesus o intercessor. Não é isso que fazem as igrejas cristãs quando incentivam que oremos e intercedamos uns pelos outros em nome do intercessor maior que é Jesus?

Quando os católicos chamam Maria de intercessora estão seguindo a mesma lógica . Continuo perguntando… Se padre e pastor podem, porque Maria não poderia interceder? Se nas missas e cultos intercedemos a Jesus pelos nossos doentes e pedimos a ele que nos conceda o que pedimos, por que não pedir a outros discípulos já no céu, que orem junto? E por que excluir Maria? Perguntas de um coração católico!

CatolicaNet

Tempo de agradecer

O dia de ação de graças, celebrado ontem, é oportunidade de dar graças por tudo, reconhecendo os semelhantes e, particularmente, Deus como fonte dos bens recebidos. Ainda que não seja uma forte tradição da cultura brasileira, a celebração deste dia é oportunidade para a vivência de um importante aprendizado. Inspira o cultivo da qualidade nas relações interpessoais, transformando a vida de cada um, as dinâmicas próprias das comunidades de fé, das famílias, do trabalho e de toda a sociedade.

Jesus, em sua maestria, tratou desse assunto no processo formativo de seus discípulos. O evangelista Lucas, no capítulo dezessete, narra o episódio tocante e instrutivo da cura dos dez leprosos. Todos foram agraciados com a cura, ouvidos na sua dolente súplica: “Mestre, tem compaixão de nós”. Um dos leprosos, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz, prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Jesus o interpela perguntando: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão?” O Mestre, a caminho de Jerusalém, observa que só um estrangeiro, o samaritano, voltara para agradecer o bem recebido.

Ao sublinhar que aquele de coração agradecido era estrangeiro, samaritano, Jesus ensina que a maturidade humana não é determinada pela classe social. É uma questão de maturidade, conquistada e cultivada pela experiência também importante e determinante de agradecer por tudo o que se recebe. A gratidão transforma o coração e ilumina os olhos. Permite entender a vida de modo diferente. O outro de quem se recebe um bem, qualquer que seja, grande ou até materialmente insignificante, ocupa um lugar de reverência. Uma reverência que modula a inteligência e a mente, determinando rumos novos na conduta que é balizada para pautar-se no sentido de respeito irrestrito ao outro. Cultiva-se o compromisso de ser bom, como convicção, nascida na alegria do bem que se recebe.

A gratidão faz crescer no coração de quem é grato gosto pela bondade. É, portanto, um remédio que tem o poder de extirpar sentimentos que obscurecem a mente e o coração, fecundando a capacidade moral de ser bom. A gratidão cura a soberba, a inveja e o orgulho, venenos na vida pessoal, articuladores de uma sociedade que adota as dinâmicas desastrosas da disputa, do ódio e do individualismo. Dissipa os males que enfraquecem a compaixão e fortalecem a indiferença.

A propósito da gratidão, este é um momento propício, quase ao final de mais um ano de muito trabalho em prol da construção da Catedral Cristo Rei, para agradecer.

No final de 2005, depois de escutas, começamos a caminhar rumo à construção da Catedral Cristo Rei. Naquele ano, a Arquidiocese de Belo Horizonte pediu a Oscar Niemeyer uma concepção arquitetônica. Esse primeiro momento também ficou caracterizado por um longo percurso interno, de reflexões, para buscar consensos e aperfeiçoar o projeto dessa importante caminhada. Uma nova etapa foi vivida no dia 2 de julho do ano passado, no Mineirinho, quando a comunidade eclesial conheceu o projeto e foi chamada a apoiar sua execução via Campanha Faço Parte. Prosseguindo, em 22 de agosto de 2011, aconteceu o importante encontro com o empresariado mineiro e autoridades do Estado, para o acolhimento de um projeto de grande alcance, força de sustentação da cultura e religiosidade que caracterizam Minas Gerais.

Já neste ano, consolidamos os trabalhos das curadorias: de Captação de Recursos, da Campanha Faço Parte, da Comunicação e Marketing, do Acompanhamento de Projetos, da Religiosa, da Secretaria Executiva, todas criadas para articular o complexo processo desse caminho exigente que é construir uma catedral.

É tempo de agradecer o empenho de todos, as duas latas de tinta oferecidas, as doações empenhadas, em dinheiro ou material, incluindo o comprometimento dos padres, de autoridades e do povo, o apoio de instituições variadas, inclusive aquelas da comunicação, construtoras, órgãos governamentais do estado e do município, os escritórios de projetos, a oração de todos e o entusiasmo de cada um. Tudo gera no coração o mais vivo sentido de gratidão. Há muita gente trabalhando na complexidade dos processos para, no primeiro trimestre do ano que vem, começarmos as obras de construção da Catedral Cristo Rei. É hora de intensificar a comunhão e apoios de todos. O caminho avança para concretizar o sonho. Por isso, e por tudo recebido na vida, neste ano, uma súplica: Senhor, dai-nos a graça de saber dar graças!


Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
 CatolicaNet

Papa preside Consistório neste sábado

O Vaticano divulgou o esquema de celebração, em latim, do Consistório para a criação de seis cardeais neste sábado, 24; esse será o quinto Consistório no Pontificado de Bento XVI. O rito de entrega do barrete e do anel vai ocorrer na Basílica de São Pedro, a partir das 11h, refere o Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice.

Os novos cardeais são o patriarca libanês Béchara Boutros Raï, de 72 anos; o estadunidense Dom James Michael Harvey, de 63 anos, até agora Prefeito da Casa Pontifícia; Dom John Olorunfemi Onaiyekan, de 68 anos, Arcebispo de Abuja (Nigéria); Dom Rubén Salazar Gómez, com 70 anos, Arcebispo de Bogotá (Colômbia); Dom Luis Antonio Tagle, de 55 anos, Arcebispo de Manila (Filipinas); e o Arcebispo indiano Dom Baselios Cleemis Thottunkal, de 53 anos, que se vai tornar o mais jovem membro do colégio cardinalício.

Após a proclamação das leituras e da alocução do Papa, Bento XVI vai ler a fórmula de criação e proclamará solenemente os nomes dos seis cardeais, para os unir com “um vínculo mais estreito à Sé de Pedro”. Depois terá lugar a profissão de fé e o juramento dos novos cardeais, de fidelidade e obediência ao Papa e seus sucessores, “agora e para sempre”. Cada um ajoelha-se, para receber o barrete cardinalício, que Bento XVI impõe “como sinal da dignidade do cardinalato”, significando que todos devem estar prontos a comportar-se “com fortaleza, até à efusão do sangue".

O Papa oferece ainda um anel aos novos cardeais para que se “reforce o amor pela Igreja”, seguindo-se a atribuição a cada cardeal uma igreja de Roma (título ou diaconia) – que simboliza a “participação na solicitude pastoral do Papa” na cidade -, bem como a entrega da bula de criação cardinalícia, momento selado por um abraço de paz. Ainda no sábado, vão ter lugar as visitas de cortesia aos novos cardeais, no Vaticano.

No domingo, solenidade litúrgica de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, o Papa vai presidir à missa com os novos cardeais, a partir das 09h30, na Basílica de São Pedro. A Rádio Vaticano transmite as duas cerimônia ao vivo, com comentários em português.


CatolicaNet

Solidariedade será marca da 6ª Caminhada pela Paz


juazeirocaminhadapaelapaz2012“Juazeiro vai viver um grande abraço coletivo e provar que as pessoas valem mais que as coisas materiais”. É o que prevê o padre José Filipe Pulpahyil, organizador da sexta edição da Caminhada pela Paz, evento que acontecerá neste sábado, 24 de novembro, em Juazeiro (BA). A concentração se dará no Parque Lagoa de Calú a partir das 18h. O ideal do evento é promover a cultura da paz entre os cidadãos do Vale do São Francisco além de apoiar projetos sociais.
Neste ano, a organização prepara uma coleta de alimentos como gesto concreto da Caminhada. “Nossos abraços devem chegar também aos irmãos mais necessitados. Por isso as ofertas da caminhada serão convertidas em cestas básicas para o projeto Natal Sem Fome”, detalha o padre José Filipe. “Os alimentos ainda poderão ser entregues na igreja do Cosminho, no bairro Alagadiço, até 20 de dezembro”.
Além disso, os caminhantes terão um desafio: “Teremos quatro momentos em que o trio elétrico vai parar durante o percurso, e aí os participantes serão convidados a abraçar outras pessoas, até completar mil abraços. O importante é a mensagem que isso traz”, explica o padre. “A cultura competitiva que nós vivemos faz com que as pessoas esqueçam que o ser humano tem valor”.
O encerramento da Caminhada será na Orla, quando serão premiados os três ganhadores do concurso de redação promovido em preparação à festa. Das centenas de textos enviados à organização, 15 foram selecionados. Os autores classificados irão desfilar no minitrio durante o evento. O ápice do movimento será a Benção do Santíssimo Sacramento, presidida pelo padre Josemar Mota, pároco da Catedral.
Edições anteriores e projetos sociais
No ano passado a Caminhada pela Paz reuniu 50 mil pessoas na Orla Nova, com transmissão ao vivo para todo o Brasil. O evento começou em 2007, com um público de 10 mil participantes. De lá para cá a iniciativa já possibilitou a concretização de vários projetos sociais como a Fábrica de Sabão ecológico Jubileu, que recolhe óleo de cozinha usado, uma Escola de Música para jovens e adultos, e um curso de computação para idosos. Os projetos funcionam na Paróquia do Cosminho.
CNBB

Bispos do Regional Nordeste 4 realizam visita ao Santuário de Fátima no Ceará


ano_fe_fatima5Membros do Episcopado do Regional Nordeste 4 da CNBB (Piauí), estão reunidos desde segunda-feira, dia 19 de novembro, durante a tradicional viagem dos bispos, realizadas todos os anos no mês de novembro. A viagem teve início pela Serra do Ibiapaba, Ceará, visitando o Santuário de Fátima na Paróquia São Benedito, onde foram acolhidos por dom Francisco Javier Hernández Arnedo, bispo de Tianguá, e pelo padre Antônio Irineu, Reitor do Santuário.
Na terça-feira, dia 20, os bispos participaram da Santa Missa no Santuário, que foi presidida por dom Juarez Silva, bispo de Oeiras, se dirigiu aos presentes e a todos os fiéis do estado do Piauí, que na oportunidade assistiam à Celebração Eucarística através da Web TV Maria Mãe de Deus.
Ainda na cidade de São Benedito, os bispos visitaram uma empresa produtora de rosas, em seguida foram ao Mosteiro Nossa Senhora de Guadalupe (Monjas Contemplativas Agostinianas Recoletas) em Guaraciaba. E finalizaram a visita na Pousada de Inhuçu, onde dom Javier ofereceu o almoço de confraternização.
Dom Alfredo Schaffler, bispo de Parnaíba e presidente do Regional Nordeste 4, agradeceu pela calorosa acolhida em nome de todos os bispos do Piauí. "Queremos agradecer a acolhida que nos foi dispensada neste belíssimo Santuário, lugar que convida a contemplação, a oração, para louvar a Deus por tantos benefícios que todos nós recebemos ao longo de nossa vida. Agradecemos ao padre Antônio e a dom Javier pela acolhida", disse.
Do Ceará os bispos seguiram viagem para Parnaíba (PI), onde permanecerão reunidos até hoje, sexta-feira, dia 23 de novembro, avaliando a caminhada pastoral do Regional ao longo do ano e planejando as atividades para 2013.
Bispos celebram a abertura do Ano da Fé na Paróquia de Fátima em Parnaíba
Reunidos na cidade de Parnaíba, o bispos do Regional celebram na última quarta-feira, dia 22 de novembro, a abertura do Ano da Fé, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, localizada no Conjunto Habitacional Joaz Souza.
Entre as atividades apresentadas estão às ações realizadas pelas dioceses Piauí para ajudar a população que sofre com a seca, como os seminários, fóruns, caminhadas e manifestos, além de doações e projetos de convivência com o semiárido.
CNBB

Testemunho de vida é exigência sagrada, diz bispo


André Luiz
Da Redação


Arquivo
“As palavras convencem a cabeça, o testemunho arrasta corações”. Esta frase é muito conhecida por todos, mas, de modo especial por aqueles que são defensores de que o testemunho de uma vida autenticamente cristã é fundamental para a vida e missão da Igreja.
Em vista da necessidade de se encontrar entre os cristãos modelos de vida e testemunhos de consagração autêntica, que sirvam de orientação para o mundo atual, é que o Papa Bento XVI convocou toda a Igreja a unir-se em oração pelo clero e pela vocação e missão da Igreja, neste mês de novembro.
O pedido do Papa é para “que os bispos, os sacerdotes e todos os ministros do Evangelho dêem um testemunho corajoso de fidelidade ao Senhor crucificado e ressuscitado".
A Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi chama atenção para a necessidade deste testemunho cristão e aponta-o como sendo o primeiro caminho que a Igreja deve percorrer para viver a evangelização:

“Será pois, pelo seu comportamento, pela sua vida, que a Igreja há de, antes de mais nada, evangelizar este mundo; ou seja, pelo seu testemunho vivido com fidelidade ao Senhor Jesus, testemunho de pobreza, de desapego e de liberdade frente aos poderes deste mundo; numa palavra, testemunho de santidade.”

Para Dom Pedro Brito, Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, o testemunho é uma exigência sagrada para os ministros ordenados e deve ser vivido como prioridade por todos na Igreja."O ministério ordenado tem muitas funções sagradas, uma delas é o seu testemunho de vida.”

Dar testemunho, no âmbito religioso, significa viver concretamente a verdade em que se acredita e colocar em prática os ensinamentos de Cristo. Na opinião de Dom Pedro, para que haja um testemunho eficaz e verdadeiro, é preciso trabalhar a dimensão pastoral-missionária da Igreja. “Precisamos trabalhar na formação de pastores preocupados com as ovelhas, menos preocupados consigo mesmos, que se arrisquem na missão, que se interessem na inclusão do Evangelho, que não pensem muito em si, mas no trabalho a fazer e que coloquem, ainda mais, em Deus a sua confiança”, opinou o bispo.

Segundo Dom Pedro, as comodidades do mundo, a sua forma de viver, suas ideologias, a falta de fé e os fundamentos contrários aos planos de Deus são os principais obstáculos para que o cristão dê um testemunho autêntico de Cristo.

“O que o mundo tem de ruim são as intrigas, as brigas, a violência, a fofoca, o interesse, as rixas, as guerras, e nós não podemos reproduzir isso. O Evangelho é um distanciamento desta mentalidade do mundo. Ele é diferenciado dessas práticas que o mundo tem como prerrogativa de vida. Tudo isso é o que atrapalha a vivência do Evangelho.”

O Papa Paulo VI dizia: “O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas”. De acordo com Dom Pedro, são três os principais caminhos para quem deseja ser testemunha autêntica de Cristo na Terra:

“Primeiro, é preciso acreditar mais em Deus, na promessa do Evangelho. O Senhor tem uma promessa e ele jamais falha. Segundo, arriscar mais a nossa fé. A viúva de Sarepta arriscou (I Rs 17, 8-16); fez comida para Elias, sabendo que no dia seguinte iria acabar e ela morreria. Mesmo assim, arriscou a fé. Terceiro, sermos generosos”, pontuou o bispo.
Dom Pedro disse ser grato ao Santo Padre por perceber as necessidades da Igreja e convocar os católicos para intercederem junto a Deus pelos ministros ordenados, a fim de que todos dêem um testemunho corajoso de fidelidade ao Senhor crucificado e ressuscitado.

Canção Nova
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