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domingo, 2 de dezembro de 2012

O que é a Nova Evangelização?


Como surgiu a ideia de uma "nova evangelização", quase um pleonasmo, pois a ideia de novidade está intimamente relacionada com a de Evangelho, Boa Nova? Tem ela algo de mais profundo do ponto de vista da teologia e da pastoral da Igreja? Como se poderá concretizar em relação às demais atividades da Igreja? Não corre o risco de se tornar mais um slogan ou lugar-comum, encobrindo as mais diversas iniciativas e práticas pastorais?


“Nova Evangelização” (NE) designa “um projeto pastoral” preciso e original, nascido do Concílio do Vaticano II, em continuidade com a Constituição sobre a Igreja, a Lumen Gentium, sobre a Revelação, a Dei Verbum e sobre a Igreja no mundo moderno, a Gaudium et Spes. Essas três Constituições formam um tripé. A NE reconhece a prioridade da Palavra de Deus, o Verbo, ouvida na fé, de que a Igreja é a expressão histórica, como dom para o mundo, que é chamada a evangelizar.


Essa visão contrasta com as interpretações do Vaticano II que dão prioridade à Igreja em si mesma, ou ao mundo moderno, com os novos desafios que levanta ao Evangelho.

Vinte anos depois de terminado o Concílio, o beato João Paulo II intuiu profeticamente a necessidade de reformular a evangelização, a partir da Palavra, no Espírito. Dando continuidade a essa percepção, o Papa Bento XVI, desde que eleito, tem se esforçado por esclarecê-la e colocá-la em prática.


domingo, 25 de novembro de 2012

Novo cardeal deseja levar "alento" e paz ao Líbano


Agência Ecclesia


CTV
Béchara Boutros Raï (em primeiro plano à esquerda) foi um dos seis novos cardeais criados hoje por Bento XVI
O patriarca libanês Béchara Boutros Raï considera a sua nomeação para cardeal da Igreja Católica, hoje oficializada por Bento XVI, como um grande incentivo para lutar pela paz e pela fé cristã no seu país.

Em entrevista publicada pelo serviço informativo da Santa Sé, o responsável pela comunidade de Antioquia dos maronitas manifesta ao Papa a sua “alegria e gratidão” e mostra-se empenhado em dar um novo “alento” a um povo que vive um “momento muito crítico” da sua história, motivado pela guerra civil na vizinha Síria.

O novo cardeal libanês, de 72 anos, quer “fazer crescer a sua comunidade eclesial na comunhão e no testemunho”, para evitar que “questões políticas” possam ameaçar a “boa convivência” das camadas muçulmana e cristã.

 “A crise política gerou um grande problema econômico e social, pelo que é preciso olhar para a frente, recriar, reconstruir a unidade interna, apoiar os nossos irmãos cristãos do Oriente Médio, desenvolver laços com os muçulmanos que aliviem a tensão causada pelos radicais e fundamentalistas”, aponta.

Para Béchara Boutros Raï, a mudança mais importante para o Líbano não é a construção de um Estado não confessional, que não contemple a religião, é a renovação de uma “política regional” que, de acordo com o patriarca maronita, é marcadamente “islamita” e contribui para “a divisão” da sociedade libanesa.

“O grande problema aqui e para o Oriente Médio, é o conflito entre sunitas e xiitas a nível regional, que depois tem repercussões no plano internacional”, conclui.

Bento XVI criou hoje no Vaticano seis novos cardeais para a Igreja Católica, num consistório público que, para além do patriarca libanês, incluiu o arcebispo indiano D. Baselios Cleemis Thottunkal, que aos 53 anos se tornou o mais jovem purpurado da Igreja Católica.

A lista de novos purpurados inclui o norte-americano James Michael Harvey, de 63 anos, que passa a ser arcipreste da Basílica papal de São Paulo fora de muros, em Roma, D. John Olorunfemi Onaiyekan, de 68 anos, arcebispo de Abuja (Nigéria); D. Rubén Salazar Gómez, com 70 anos, arcebispo de Bogotá (Colômbia); e D. Luis Antonio Tagle, de 55 anos, arcebispo de Manila (Filipinas).

Aos novos cardeais, Bento XVI pediu para serem “intrépidos servidores do Evangelho” e para contribuírem para o anúncio do “novo reino” de Deus, que “vence toda a fragmentação e dispersão”.

Canção Nova

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Diretor da Pastoral dos Ciganos critica «demissão» das dioceses na missão de evangelizar


O diretor da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC), frei Francisco Sales, diz que a Igreja Católica tem de “repensar” a sua missão junto daquela comunidade e tornar-se mais “evangelizadora” e menos “assistencialista”.
Em entrevista concedida hoje à Agência ECCLESIA, frei Francisco Sales Diniz sublinha que “ao nível das estruturas da Igreja existe uma grande demissão relativamente ao anúncio de Cristo, junto da realidade cigana” e que “a maioria das dioceses do país não tem esta matéria como prioridade nas suas agendas”.
“Em muitas regiões nem vale a pena falar na pastoral dos ciganos porque não entra, de forma nenhuma, é como remar contra a maré”, lamenta aquele responsável, recordando que “a Palavra de Deus é para todos, não só para alguns”.
Neste caso, salienta o religioso franciscano, está em causa uma comunidade “presente em Portugal há muitos séculos, que conta hoje com mais 50 mil pessoas e que já teve uma matriz fortemente católica”.
A falta de acompanhamento por parte da hierarquia católica levou a que “a partir dos anos 70 do século XX, grande parte dos ciganos aderissem à Igreja Evangélica de Filadélfia de Portugal, que se preocupou com eles e promoveu os próprios ciganos como pastores e responsáveis das comunidades”.
Frei Francisco Sales reconhece que “a realidade cigana é difícil, tem uma forma de ver o mundo completamente diferente”, mas salienta que a Igreja Católica recebeu como “mandato” e “responsabilidade” dirigir-se a todos os povos.
“Os primeiros cristãos foram ao encontro de culturas pagãs, que tinham os seus deuses, os seus templos, os Estados estavam ligados a estas religiões, mas não tiveram medo de evangelizar. Hoje, parece que quando surge um problema, uma comunidade mais à margem, uma realidade mais difícil, todos se afastam”, lamenta o diretor da ONPC.
Aquele organismo abre hoje, em Viana do Castelo, um encontro nacional de três dias para abordar esta problemática junto dos responsáveis diocesanos e “alertar os bispos para a necessidade de promover uma pastoral mais evangelizadora junto da comunidade cigana”.
A iniciativa surge numa altura em que a Igreja Católica está a promover o Ano da Fé (até novembro de 2013) e a ONPC quer aproveitar este impulso para “repensar o seu funcionamento, os seus objetivos, para ser mais eficaz numa pastoral que não seja meramente assistencialista”.
“Se a Igreja não se deixar transformar e imbuir pelo espírito que animou os apóstolos e as primeiras comunidades cristãs, voltando à inspiração inicial e abrindo-se à realidade do mundo a todos os níveis, o Ano da Fé será apenas mais uma celebração com muitas coisas bonitas mas onde tudo ficará na mesma”, aponta o frei Francisco Sales.
O 39º Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos tem como tema “Anúncio da Fé na Realidade Cigana” e conta com a participação de D. Anacleto Oliveira, bispo de Viana do Castelo, e de D. Manuel Linda, bispo auxiliar de Braga e vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.
JCP
Agência Ecclesia

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Carta das CEBs em Dourados destaca compromisso entre fé e vida

Cecília de Paiva, jornalista
"Nísio Gomes Vive" no meio das CEBs, diz a homenagem feita por participantes do 3º Oestão neste domingo (18), dia em que se completa um ano do assassinato desse líder indígena. Lutas como a do povo de Nísio motivaram os 347 delegados reunidos em Dourados, MS, a elaborarem a "Carta das CEBs Oestão ao Povo de Deus" com as principais abordagens feitas entre os dias 15 e 18 de novembro de 2012.
Os delegados, oriundos de Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estiveram sob assessoria do padre Benedito Ferraro, com reflexões fundamentadas pelo método Ver, Julgar e Agir, examinado a partir de passagens bíblicas e documentos da Igreja, tal como o Documento de Aparecida (DA).
A partir do Evangelho, o assessor disse que o julgar é fazer discernimento impulsionado pelo Espírito. "O Espírito é que suscita novos seguidores de Jesus", disse para apontar passagens sobre o "Ver" de Jesus Cristo em suas andanças e ensinamentos, e o "Agir" pelo Anúncio do Reino. Para ele "Ver, Julgar e Agir é buscar ser crítico até o ‘tutano' com as pessoas tendo clareza do que querem para ter como encontrar caminhos", pontuou o também Teólogo da Libertação, revelando dados de assassinatos no Brasil, violência contra a mulher, acidentes de trabalho e de trânsito, população carcerária, entre outros. Ferraro concluiu que "há uma luta em busca de alternativas, e nesse sentido, as CEBs proporcionam uma nova consciência, tanto social, quanto essencial. Assim como Jesus o fez, é a ação a partir da perspectiva do Ver" considera.
Sob essa fundamentação, o conteúdo da Carta elaborada pelos presentes destacou a "ligação fé e vida nas questões indígenas, quilombolas, economia solidária-ecologia, Terra, Política, Juventude e Mulher", em temas relativos à Justiça, Profecia, Serviço, Vida e Romaria, conforme provocações estimuladas pelo assessor e demais contribuições, como a palestra sobre direitos humanos do professor Robson dos Santos, pertencente à Igreja Batista, realçando a atuação ecumênica das CEBs.
A benção de envio aconteceu assim que Padre Vileci Basílio, representante do 13º Intereclesial de CEBs, falou da preparação para receber os 3.500 delegados esperados para a Diocese de Crato, Ceará, entre os dias 7 e 11 de janeiro de 2014. Relatou itens sobre a organização, programação, características do lugar, pessoas envolvidas e qual o número de vagas por região para irem a esse evento, considerado por ele como "a celebração dos comprometidos nas lutas das pequenas comunidades, onde há solidariedade, amizade e compromisso com a vida no planeta, concluiu o representante com um até logo dito aos presentes.
Confira também:
Fonte: COMIRE Oeste 1 / Revista Missões

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Missionários da Consolata no Brasil elegem novo Superior Provincial

Pe. Joaquim Gonçalves
Com a nomeação episcopal do padre Elio Rama para a diocese de Pinheiro, MA, os missionários precisavam eleger, em forma de eleição direta, um novo Superior Regional.
Na manhã de hoje, dia 15 de novembro, reunidos em três grupos: o de São Paulo - Brasília, o da Bahia e o do Paraná, todos se encontraram para a eleição, convocada pelo Vice-superior Regional, padre Moisés Facchini no dia 24 de outubro. Os missionários com direito a voto são atualmente 49.
Os três grupos, reunidos contemporaneamente nos três lugares previamente estabelecidos, fizeram a eleição para poder somar os resultados após cada escrutínio. Foi eleito o padre Luiz Carlos Emer, que está celebrando no próximo final de semana seus 25 anos de ordenação sacerdotal.
Padre Luiz nasceu em Garibaldi, RS, em 1958, fez o noviciado em 1981, estudou teologia em Londres, onde fez o bacharelado. Seu primeiro campo de missão foi na Coreia até 2004, onde fez o mestrado em filosofia oriental. Daí a Direção Geral do Instituto o transferiu para o Brasil para trabalhar na formação no seminário maior, no qual foi reitor de 2009 até 2012. Contemporaneamente exerceu também o serviço de conselheiro da província.
O grupo de São Paulo, o maior dos três que trabalham no Brasil, se reuniu na casa Provincial, tendo iniciado o processo com a celebração da Eucaristia presidida por Dom Servilio Conti, bispo emérito de Boa Vista, RR, que hoje é o missionário mais idoso da comunidade. Além da eleição do novo Superior, neste dia as comunidades, em comunhão com todo o Instituto, celebram o dia dos missionários e missionárias falecidos, inspirados naquele espírito de família tão recomendado pelo Fundador, o Bem-aventurado José Allamano.
Fonte: Pe. Joaquim Gonçalves / Revista Missões

Bento XVI desafia jovens a serem portadores da esperança de Deus


Bento XVI desafiou hoje os jovens a participarem no esforço evangelizador da Igreja Católica e a serem portadores da esperança de Deus junto dos colegas e no meio das “dificuldades do mundo contemporâneo”.
Na sua mensagem para a 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ), divulgada pelo serviço informativo da Santa Sé, o Papa sublinhou que atualmente “não poucos jovens duvidam profundamente que a vida seja um bem, e não veem com clareza o próprio caminho”.
“A luz da fé ilumina esta escuridão, fazendo compreender que toda a existência tem um valor inestimável, porque é fruto de Deus”, salientou Bento XVI, que chama a atenção para as possibilidades de testemunho abertas pelos “novos meios de comunicação”, como o facebook e o twitter.
Cabe “aos jovens, que se encontram quase espontaneamente em sintonia” com aquelas ferramentas, “a evangelização deste continente digital”, sustentou o Papa, reforçando um repto que já havia deixado em 2009, durante a celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Sobre este ponto, Bento XVI alertou os jovens para a importância de usarem “com sabedoria” o meio digital, “levando em conta também os perigos que ele traz consigo, particularmente o risco da dependência, de confundir o mundo real com o virtual, de substituir o encontro e o diálogo direto com as pessoas por contatos na rede”.
“O progresso técnico deu oportunidades inéditas de interação entre os homens e entre os povos, mas a globalização destas relações só será positiva e fará crescer o mundo em humanidade se estiver fundada não sobre o materialismo mas sobre o amor, a única realidade capaz de encher o coração de cada um e unir as pessoas”, destacou.
O Papa exortou ainda os mais novos a “não terem medo de testemunhar a fé” também nas ocasiões em que se encontram com jovens de outras regiões ou países.
“Hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão, razões económicas ou sociais. Também estes fenómenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho”, constatou.
A 28ª Jornada Mundial da Juventude, que se realiza no Rio de Janeiro (Brasil) em julho de 2013, vai ter como tema “Ide e fazei discípulos entre as nações”.
Bento XVI espera que a iniciativa permita aos jovens crescerem em conjunto na adesão à “grande exortação missionária que Cristo deixou para toda a Igreja e que permanece atual dois mil anos depois”.
“Que nada – nem as dificuldades, nem as incompreensões – vos faça renunciar a levar o Evangelho de Cristo aos lugares onde vos encontrais: cada um de vós é precioso no grande mosaico da evangelização!”, escreveu o Papa.
JCP
Agência Ecclesia

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Caritas pronta para ajudar populações


A Caritas do Funchal está no terreno a acompanhar a situação das populações que, nos últimos dois dias, foram atingidas por chuvas e ventos fortes, sobretudo no Concelho de São Vicente, no norte da Madeira.

Em declarações prestadas hoje à Agência ECCLESIA, o presidente daquela organização católica, José Manuel Barbeito, adianta que o temporal “está a perder intensidade”, o que permitirá avaliar melhor “o que terá de ser feito” para ajudar os habitantes daquela região.

“Ontem já foram disponibilizados alguns cobertores, na zona do Porto Moniz, falava-se em quinze pessoas atingidas, mas entretanto aconteceram mais chuvadas e derrocadas”, realça aquele responsável.

Com “as estradas ainda condicionadas”, o balanço final fica para mais tarde; por agora não há vitimas mortais a registar, antes avultados danos materiais que estão a ser quantificados.

Segundo as autoridades da Região Autônoma da Madeira, há neste momento 35 desalojados em São Vicente.
O mau tempo fustigou o nordeste e o leste da ilha, especialmente os concelhos de Santana e Machico, para além do Porto Santo, obrigando a uma atenção permanente das forças de segurança e dos bombeiros.

Pequenas linhas de água têm transbordado, provocando inundações e várias derrocadas devido às fortes chuvas, que estão a diminuir nos últimos minutos.

De acordo com o presidente da Caritas do Funchal, as zonas atingidas “não eram consideradas como sendo de maior risco” e a situação “tem a ver com as alterações climáticas que se têm feito sentir a nível global”, as quais estão a dar um caráter “mais tropical” ao clima da Madeira.

“O presidente da Caritas Portuguesa, Eugênio da Fonseca, já se disponibilizou para ajudar naquilo que seja necessário”, adiantou ainda José Manuel Barbeito.
JCP/OC

Agência Ecclesia

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Rio2013: Inscrições abertas para a Semana Missionária

Desde esta quarta-feira, 31 de outubro, estão abertas as inscrições para a Semana Missionária para os peregrinos internacionais. De 15 a 20 de julho de 2013, a programação de preparação para a JMJ Rio2013 pretende acolher mais de 400 mil jovens em diversas dioceses espalhadas pelo Brasil.

Podem se inscrever somente os peregrinos internacionais, por meio do portal oficial da JMJ, www.rio2013.com. No canal Pré-Jornada, o peregrino pode acessar os hotsites das Dioceses, nos quais o público estrangeiro encontra todas as informações.

Por meio destes hotsites, os peregrinos podem visitar os diversos locais que os acolherão e, de forma bem dinâmica, conhecer as Dioceses e suas realidades.

Segundo a diretora do Setor de Inscrições do Comitê Organizador Local da JMJ Rio2013 (COL), Irmã Maria Shaiane Machado, a sugestão de iniciar as inscrições nesta data tem caráter comemorativo: “A proposta do nome Semana Missionária surge também devido a toda a questão da missionariedade no Brasil, e como em outubro comemoramos o Mês das Missões, nos veio esta inspiração de iniciarmos as inscrições nesta data”.

O assessor nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ) e coordenador nacional da Semana Missionária da JMJ, Padre Carlos Sávio da Costa Ribeiro, adianta o número de vagas disponíveis. “Nós teremos mais de 400 mil lugares disponíveis em todos os estados brasileiros. Os jovens estrangeiros se inscreverão para a cidade em que optarem viver a Semana Missionária”, afirmou Padre Sávio.

Anteriormente conhecida como “Dias nas Dioceses” ou Pré-Jornada, a semana que antecede a Jornada Mundial da Juventude tem intuito de facilitar o ingresso dos jovens no país de acolhida. Esta nova proposta recebeu o nome de Semana Missionária, sugerida pelos bispos do país e aprovado, em março de 2012, pelo Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), devido o cunho missionário e também por inspiração do Documento de Aparecida, que invoca a sermos discípulos missionários de Jesus Cristo.


CatolicaNet

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Dia Mundial das Missões


“Ide pelo mundo inteiro e anuncie a Boa Nova a toda criatura”. Com estas palavras do Evangelho de Marcos (16, 15), Jesus, antes do seu retorno ao Pai, deixa para seus discípulos a missão de continuar fazendo o que Ele mesmo tinha começado, ou seja, a missão de anunciar o Evangelho. Mas, para quem estas palavras de Jesus são dirigidas? A missão de anunciar a Boa Nova tem endereço certo ou pessoa certa, na qual deve ouvir e anunciar o Evangelho?

Com o tema da V Conferência da CELAM, que aconteceu em Aparecida no ano de 2007, todo discípulo de Jesus é também missionário. As palavras que eram duas, “discípulos e missionários”, tornam-se apenas uma “discípulo-missionário”, levando-nos a constatação de que todo aquele que é discípulo de Jesus, é também missionário. Mas, como ser missionário de Jesus?

Aquele que faz um verdadeiro encontro pessoal com Jesus, não consegue – apesar de tudo – permanecer inerte a este encontro. Parte já para um discipulado, de seguimento, de postura, de identidade cristã.

Ou seja, vivendo uma identidade cristã de forma autêntica, isso já é missão, pois o discípulo começa a anunciar Jesus Cristo com a sua vida, antes mesmo de começar a falar de Jesus Cristo, pois fala com Jesus Cristo. Mas, como viver isso no mundo de hoje, muitas vezes tão confuso?

O verdadeiro cristão “discípulo-missionário” anuncia a Boa Nova do Evangelho até mesmo quando não pode falar, pois são a sua postura, suas escolhas, seu modo de pensar e agir que falarão. O cristão não é apenas aquele que vai a uma missa, mas é, principalmente, aquele que vive a missão depois da missa.

Porém, seria muito pouco se a Igreja permanecesse apenas no testemunho vivido e não tivesse também a experiência do anúncio explícito da fé em Jesus Cristo. Por isso, o chamado ‘Dia Mundial das Missões’, que conscientiza os chamados cristãos à necessidade de um anúncio explícito da fé, recheado com o anúncio vivido no dia-a-dia. E o que é o Dia Mundial das Missões?
Arquivo


Este Dia é celebrado no mundo inteiro, por determinação do Papa, que envia na ocasião uma mensagem a todos os fiéis. Esta celebração é acompanhada de uma coleta pelas obras de evangelização e especialmente pelas necessidades das igrejas mais carentes do mundo. Todos os países, também os mais pobres, dão a sua contribuição para este fundo de caridade que é a expressão mais concreta da verdadeira comunhão e participação entre todos os povos. Todas as contribuições confluem em um único fundo, que no mês de maio é repartido conforme as necessidades de cada país.

A Canção Nova, juntamente com toda a Igreja precisa de missionários ativos e fieis à um chamado feito pelo próprio Jesus Cristo, “Ide pelo mundo inteiro e anuncie a Boa Nova a toda criatura”.

Por isso, quando você ajuda sua paróquia com o dizimo, as obras de caridade, a Igreja como um todo, você também se torna um missionário, que sem sair de casa, colabora com tantos irmãos e irmãs que deixam tudo para se lançarem na missão de evangelizar. Faça parte da barca de Jesus, para que todos nos tornemos pescadores de homens.

Deus abençoe!


Padre Anderson
Membro da Comunidade Canção Nova
blog.cancaonova.com/padreanderson

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Dom Odilo envia mensagem pelo Dia Mundial das Missões


Da Redação, com Arquidiocese de São Paulo


No domingo, 21, a Igreja celebra o Dia Mundial das Missões. O arcebispo metropolitano, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, que está em Roma para a 13º Assembleia Ordinária Geral do Sínodo dos Bispos, enviou uma mensagem para a ocasião.

Acesse
.: Leia íntegra da mensagem 

Na mensagem o arcebispo falou do tema do sínodo, “Nova evangelização para a transmissão da fé”, e da importância da coleta no dia das missões. “Aqui em Roma, a Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre “a nova evangelização para a transmissão da fé cristã” está refletindo sobre como renovar a vida e a missão da Igreja. De muitos modos vai sendo lembrado que a missão da Igreja também envolve cada batizado; por isso, um novo impulso missionário da Igreja conta com a participação ativa e generosa de cada membro da Igreja.”

“Neste Domingo das Missões, rezemos todos com fé pelos missionários/as que foram enviados para ‘áreas de missão’, onde a Igreja ainda está iniciando sua ação e façamos nossa oferta generosa em favor desses missionários nas coletas das celebrações.

Canção Nova

Em 40 anos de missão na África, religiosa se diz realizada


Kelen Galvan
Da Redação


Arquivo pessoal
A superiora da Comunidade de Matola, Moçambique, Ir. Felicidade Maria Luis (esq.), Ir. Josenilde Pietrobon e Ir. Maricilla Pereira Marques
Uma vida de total dedicação ao povo africano. Assim é a vida de Irmã Josenilde Pietrobon, 73 anos, religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias da Consolata, que há 40 anos realiza um trabalho missionário em Moçambique.

Agora no Brasil para um período de descanso, a religiosa se diz ansiosa para retornar logo à África e continuar os inúmeros trabalhos que realiza. Enfermeira, catequista, artesã, evangelizadora... em terra de missão não há como realizar um trabalho apenas.

"A nossa vida não se limita a um setor específico porque o nosso fundador sempre dizia: 'primeiro elevem as pessoas como ser humano e depois é que vocês vão semear a semente do Reino na vida dessas pessoas'", explica a religiosa.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Entrevista com Irmã Josenilde


Em Moçambique desde 1972, a religiosa acompanhou o país em várias realidades difíceis, na guerra contra Portugal e em uma guerra civil que durou 17 anos. Mas em momento nenhum ela e as outras religiosas pensaram em "abandonar a missão", apesar de todo sofrimento vivido, e dos limites, que chegaram ao extremo, desde a alimentação até moradia.

A permanência insistente foi questionada pelo próprio povo. Mas a resposta era convicta: "Se nós vivemos os momentos felizes com vocês, porque vamos abandoná-los agora que é o momento de maior sofrimento para vocês e para nós? Nós queremos ficar com vocês!"

E foi essa atitude das religiosas que conquistou a confiança dos moçambicanos. "Ele diziam que, ' estas nos amam verdadeiramente, que poderiam ter uma vida melhor na sua terra, mas querem ficar aqui, é porque verdadeiramente é uma missão de Deus'".

Irmã Josenilde conta que a grande motivação para permanecer tantos anos na África sempre foi a certeza de estar fazendo a vontade de Deus.

"Eu sinto que essa é a minha vocação, é a essa vocação que Cristo me chamou, a Ele me consagrei, e consagrando-me a Ele, me consagrei ao povo que ele colocou nas minhas mãos. Minha missão é para a vida. Não é uma missão por um ano, cinco anos, dez anos, mas é por toda a vida. Se eu devo permanecer ali e ali morrer, eu estou realizando ali a minha vocação religiosa missionária", afirma.
Arquivo
Ir. Maria Gregória Tontini, enfermeira, trabalhando na Missão de Maúa no Centro de Saúde
Evangelizar um povo de cultura tão diferente é um desafio, e segundo a religiosa, a maior dificuldade vivida, atualmente, pelos missionários é exatamente o fato destes levarem sua cultura e procurarem fazer com que o povo viva de acordo com ela. A religiosa explica que nós temos que ser abertos à cultura deles, e depois, aos poucos, elevá-la. "Aos poucos, cristianizar a cultura deles, o seu modo de ser e de fazer".

Irmã Josenilde destaca que suas superioras sempre orientavam os missionários que iam para terras distantes a, ao menos por um ano, apenas escutar, observar, perguntar para tentar compreender, mas não dizer nada, não se posicionar. Apenas procurar descobrir o que aquele povo necessita e dar a eles o que eles precisam. Só assim, aos poucos, eles irão sentir a necessidade de se abrir a Deus.

A dedicação aos moçambicanos é grande e a religiosa afirma que se sente realizada. "Na minha vida talvez possa fazer pouco, mas na minha oferta de cada dia, na minha oração, no meu testemunho, no anúncio da Palavra de Deus, mesmo ensinando a fazer trabalhos manuais, que possam melhorar a sua vida [do povo], eu me sinto realizada na minha vocação".

Mas o sentimento de realização não vem apenas desse empenho. Irmã Josenilde explica que o segredo dessa felicidade está em "dar tempo a Deus, na oração, dar tempo para a própria formação e dar tempo aos irmãos, em tudo aquilo que eles precisam".

Ela destaca que não é pelo fato de se ter muitas atividades para fazer que precisamos deixar a vida de oração de lado. Ao contrário, é preciso sim ser generoso e disponível em tudo, mas é preciso ser mais generoso consigo mesmo, procurando junto de Deus aquilo que se quer ser junto ao povo.

"Não é tanto falar, falar e falar, mas falar desse povo ao próprio Deus, a Jesus Cristo, aos pés do Sacrário, nas nossas horas de oração e de reflexão. Nós precisamos cultivar a nós mesmos, nesse sentido, porque senão nós não temos nada para dar aos outros depois", ressalta Irmã Josenilde. 

Canção Nova

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Veja reflexões da mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões


Jéssica Marçal
Da Redação


Arquivo/Andreia Britta-CN
'A Igreja toda, pela sua natureza, é missionária', destacou Dom Sérgio Braschi
Neste domingo, 21, a Igreja celebra o Dia Mundial das Missões. Para a ocasião, o Papa Bento XVI escreveu umamensagem enfatizando três acontecimentos que conferem à data um significado especial: a recordação dos 50 anos do Concílio Vaticano II, a abertura do Ano da Fé e o Sínodo dos Bispos.

Segundo o Papa, estes três acontecimentos ajudam a reafirmar a vontade da Igreja de se empenhar com mais ardor na missão ad gentes, ou seja, além fronteira. O objetivo desta ação missionária é fazer com que o Evangelho chegue a todos os lugares da terra.

“Naturalmente, é um momento muito bonito da Igreja, muito festivo e esperançoso a gente recordar exatamente no mês missionário deste ano os 50 anos do Concílio Vaticano II, que na época trouxe tanto vento de esperança, tanta novidade. Muito dessa renovação ainda está acontecendo”, disse o presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária da CNBB, Dom Sérgio Braschi.

E na mensagem para o Dia Mundial das Missões 2012, Bento XVI lembrou que o Concílio foi um empenho luminoso para a Igreja, reunindo Padres Conciliares de várias partes do mundo.

“Ricos em experiências derivadas por serem Pastores de Igrejas jovens e em caminho de formação, animados pela missão pela difusão do Reino de Deus, esses contribuíram de maneira relevante na reafirmação da necessidade e urgência da evangelização ad gentes, e, assim, levar, ao centro da eclesiologia, a natureza missionária da Igreja”, escreveu o Papa na mensagem.

Para além das riquezas do Concílio Vaticano II, Dom Braschi destacou ainda que é uma necessidade transmitir a fé às novas gerações, o que, inclusive, está sendo discutido no Sínodo dos Bispos em Roma, que tem como tema “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.

“A fé, que nós recebemos como grande herança, nós temos que transmitir para as gerações futuras e isso acontece através de novos métodos, novas expressões, novo ardor missionário e o Sínodo está em Roma neste mês, estudando juntamente com o Santo Padre esta realidade”.

Agentes evangelizadores 

E engana-se quem pensa que a evangelização cabe somente ao clero. Conforme escreveu o Papa, o mandamento da pregação do Evangelho não se limita a um Pastor, ao envio de um sacerdote ou de um leigo.

“Esse (mandamento) deve envolver toda a atividade da Igreja particular, todos os seus setores, em suma, todo o seu ser e sua obra”.

Assim também enfatizou Dom Sérgio, que destacou a missionareidade como um aspecto natural da Igreja.  “A Igreja toda, pela sua natureza, é missionária. Se a Igreja não tiver a dimensão da evangelização de ir transmitir àqueles povos que ainda não conhecem Cristo a fé que ela recebeu como tesouro, então ela não é Igreja. Ou a Igreja é missionária ou ela não é”.

Desafios

Como um dos desafios da ação missionária no mundo de hoje, Dom Sérgio elencou a questão cultural. “O grande desafio é a cultura atual, que é uma cultura urbana, de consumismo, secularizada, laicista que não abre muito campo para os grandes valores da família, da vida, que são os valores que o Evangelho defende”.

Mas mesmo sendo uma dificuldade para a evangelização e para a missão, Dom Braschi acredita que, por outro lado, esta realidade acaba sendo um motivo a mais para que a ação missionária se realize.

“Nós sabemos a riqueza que temos a comunicar e muitas vezes a realidade concreta, o mundo secularizado não percebe que está perdendo os valores fundamentais.”

Outra dificuldade citada pelo bispo é falta de vocações para a missão. Embora hoje haja muitos missionários de grande doação, tanto leigos, como sacerdotes e religiosos, para Dom Braschi o número ainda não é suficiente. “Em muitos lugares do mundo nós temos uma carência muito grande de agentes de evangelização”, finalizou. 

Canção Nova

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

No mês missionário, o Chile vive também a "Missão jovem"

 Agência Fides
O Chile vive este ano o mês missionário de outubro de modo particularmente intenso com a realização da "Missão jovem". "Nós queremos viver este momento enriquecendo a nossa esperança e caridade, porque é justamente o amor de Cristo que enche os nossos corações e nos impulsiona a evangelizar. Hoje como ontem, Ele nos envia pelos caminhos do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cfr Mt 28, 19)": este é o convite das Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Chile.
A nota enviada à Agência Fides prossegue: "Neste mês missionário, o slogan nos recorda que a fé se reforça doando-a. Além disso, este ano o mês será marcado ainda pelo início do Ano da Fé, que é um convite a recordar que a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor que se recebe e é comunicada como experiência de graça e de alegria".
"O momento chave será a celebração do Dia Mundial das Missões no domingo, 21 de outubro - prossegue a nota - em que nos uniremos numa oração especial, mas também num gesto concreto de caridade. A coleta desse dia, em todas as nossas igrejas e capelas, será completamente destinada para o trabalho missionário da Igreja em todo o mundo. É a fé que se transforma em caridade que permite às Pontifícias Obras Missionárias, instrumento para a cooperação na missão universal da Igreja no mundo, de continuar a apoiar o anúncio do Evangelho através de inúmeros projetos de ajuda ao próximo, de justiça pelos pobres, de possibilidade de instrução e de cuidados médicos em áreas remotas, tentando lutar contra a pobreza, para a reabilitação dos marginalizados e para apoiar o desenvolvimento dos povos."
Fonte: www.fides.org

Vaticano: "Bibliographia Missionaria": publicado o volume de 2011

Agência Fides
A Biblioteca da Pontifícia Universidade Urbaniana publicou o LXXV volume da "Bibliografia Missionária" relativa ao ano 2011. A obra, única em seu gênero, oferece uma rica documentação de livros e artigos relativos ao mundo missionário em seus vários aspectos históricos e contemporâneos: ordens religiosas, congregações missionárias, territórios de missão, metodologia missionária, diálogo inter-religioso, ecumenismo, novos movimentos religiosos... Anualmente, apresenta um quadro exaustivo de cerca de 4.000-5.000 assinalações sobre o que foi publicado sobre as missões em mais de 800 periódicos do mundo inteiro. Cada volume ainda apresenta 30/40 críticas literárias preparadas por especialistas em ciências missiológicas.
O volume é em inglês, enquanto as citações de livros e artigos estão em sua língua original: inglês, francês, alemão, holandês, italiano, português, espanhol, polonês e escandinavo. Bibliographia Missionária foi fundada em 1925 por pe. Johannes Rommerskirchen, OMI, e a publicação foi suspensa somente durante a Segunda Guerra Mundial. Nestes 76 anos, registrou uma significativa evolução e foram introduzidas mudanças substanciais em seu conteúdo e estrutura, passando de 80 páginas do primeiro volume para 571 do último. Desde 1978 Bibliographia Missionária está unida à biblioteca da Pontifícia Universidade Urbaniana. O atual responsável é pe. Marek Rostrowski, OMI, bibliotecário.
O volume LXXV, último publicado, relativo ao ano 2011, assinala 4.160 artigos, teses e publicações sobre 23 temas, como: teologia da missão, história da missão, estado atual e futuro da missão, institutos missionários, diálogo ecumênico e missão, religiões, missão e ateísmo, missão e cultura, situação da missão nos diversos continentes: Europa, Ásia, África, América Latina, Estados Unidos e Canadá, Austrália e Oceania. O Apêndice, apresenta a lista dos 75 volumes de Bibliografia Missionária publicados, com as principais referências, e a crítica de 40 livros de caráter missionário. Dois amplos índices completam o volume: autores e pessoas, temas - e a lista das revistas consultadas.
Para mais informações: Urbaniana University Press. Via Urbano VIII, 16 - 00120 - Città del Vaticano. Email:uupdir@urbaniana.edu
Fonte: www.fides.org

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

De volta ao Brasil, padre relata experiência vivida na Síria


Kelen Galvan
Da Redação


Arquivo pessoal
Padre George auxilia na montagem das cestas de alimentos que foram distribuídas aos refugiados
De volta ao Brasil após 40 dias na Síria, padre George Rateb Massis comenta sobre a realidade de conflitos no país e os trabalhos que realizou durante o período em que permaneceu nas proximidades da cidade de Homs, uma das maiores do país.

Padre George, que nasceu na Síria e lá foi ordenado sacerdote, deixou sua família e veio em missão ao Brasil há oito anos. Atualmente, é pároco da Igreja Sagrado Coração de Jesus dos Siríacos Católicos, em Belo Horizonte (MG).

Com a situação de conflito na Síria, o sacerdote resolveu visitar a região no final do mês de agosto para dar suporte aos seus familiares e aos moradores de sua aldeia, Zaidal, a seis quilômetros do centro de Homs.

Situação na região

Na cidade de Homs, homens armados tomaram o centro da cidade, e muitas famílias cristãs foram expulsas ou fugiram, deixando suas casas. Inclusive, os bispos católicos-ortodoxos que moravam no centro da cidade foram retirados de lá.

Os cristãos fugiram pelas montanhas e aldeias ao redor, deixando suas casas, que foram, na maioria, destruídas. Padre George conta que também a Igreja Siríaco-Católica foi destruída no último dia 14. "Eles puseram fogo e queimaram tudo, a Catedral, o palácio do bispo, a casa que recebe os sacerdotes, a casa dos peregrinos e o centro de catequese", recorda.

É uma realidade triste, mas Padre George disse que ao chegar àa sua aldeia, Zaidal, que acolheu muitos refugiados, ficou orgulhoso do trabalho realizado pelas freiras, padres e os jovens, da pastoral da juventude.

"Todos estavam trabalhando muito com essas famílias refugiadas, arrumando casa, alimentação, remédios... os moradores abrindo suas casas, estendendo as mãos para ajudar, para fazer alguma coisa. Eu acho um momento especial, porque a gente não quer viver essa experiência, e espero que ninguém passe por ela, porque é muito difícil, mas também vejo esse lado, da Igreja estar presente ajudando todos os refugiados", explicou.

Dia a dia na aldeia

Em sua estadia no local, a vida não parou, destacou padre George. Durante os 40 dias em que ficou na Síria, o sacerdote ajudou a celebrar batismos, casamentos, celebrou Missas diárias na aldeia e, quando havia Missa na paróquia, também participava.

Na paróquia, ele também ajudava a procurar documentos importantes quando alguém precisava e apoiava alguns trabalhos realizados com os jovens.

"A Igreja dobrou as atividades com os jovens. No centro de catequese e na praça da Igreja, foram promovidos momentos de dança, de catequese, cursos de inglês, de liturgia, de Bíblia, para realmente acolher os jovens e ajudar a ocupar o seu tempo. E também para criar mais espaços de amizades entre aqueles que vieram de um lugar longe e os da aldeia", conta.

Ajuda humanitária

Padre George recordou que acompanhou o arcebispo e as freiras efranitas em várias aldeias e também nas montanhas, para visitar 400 famílias que fugiram do centro da cidade de Homs.

Eles entregaram a cada família uma ajuda de 100 dólares, "que não é praticamente nada diante da situação em que vivem", disse o sacerdote, mas "elas receberam essa ajuda como se fosse uma benção e agradeceram ao bispo que, realmente, está vivendo um papel de 'bom pastor', correndo atrás deles, procurando saber notícias".

Padre George disse que também levou, do Brasil, uma contribuição em dinheiro à Síria, reunida através da Campanha promovida pela arquidiocese de Belo Horizonte, de sua Paróquia Sagrado Coração de Jesus, na capital mineira, e dos patrícios sírios (sírios e seus descendentes).

"Levei cerca de 20 mil dólares. A ajuda não acabou com a situação, mas foi uma das únicas ajudas que estão chegando lá. E o arcebispo recebeu com muito carinho e respeito. As ajudas são recebidas pelas pessoas como uma benção da Igreja", enfatizou.

Como fazer sua doação

A campanha da arquidiocese de Belo Horizonte continua. Para ajudar, faça seu depósito, em qualquer valor, na seguinte conta:

Banco do Brasil
Agência: 3494-0
Conta corrente: 30.351-8
Mitra Arquidiocesana de Belo Horizonte

O dinheiro será utilizado na compra de alimentos, remédios e moradias, inclusive, ajudando no pagamento de aluguel.

"É uma ajuda muito necessária nesse tempo, e que Deus abençoe todos os que se colocam em comunhão com o povo sírio", concluiu padre George.

Canção Nova
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