Como surgiu a ideia de uma "nova evangelização", quase um pleonasmo, pois a ideia de novidade está intimamente relacionada com a de Evangelho, Boa Nova? Tem ela algo de mais profundo do ponto de vista da teologia e da pastoral da Igreja? Como se poderá concretizar em relação às demais atividades da Igreja? Não corre o risco de se tornar mais um slogan ou lugar-comum, encobrindo as mais diversas iniciativas e práticas pastorais?
“Nova Evangelização” (NE) designa “um projeto pastoral” preciso e original, nascido do Concílio do Vaticano II, em continuidade com a Constituição sobre a Igreja, a Lumen Gentium, sobre a Revelação, a Dei Verbum e sobre a Igreja no mundo moderno, a Gaudium et Spes. Essas três Constituições formam um tripé. A NE reconhece a prioridade da Palavra de Deus, o Verbo, ouvida na fé, de que a Igreja é a expressão histórica, como dom para o mundo, que é chamada a evangelizar.
Essa visão contrasta com as interpretações do Vaticano II que dão prioridade à Igreja em si mesma, ou ao mundo moderno, com os novos desafios que levanta ao Evangelho.
Vinte anos depois de terminado o Concílio, o beato João Paulo II intuiu profeticamente a necessidade de reformular a evangelização, a partir da Palavra, no Espírito. Dando continuidade a essa percepção, o Papa Bento XVI, desde que eleito, tem se esforçado por esclarecê-la e colocá-la em prática.
Vinte anos depois de terminado o Concílio, o beato João Paulo II intuiu profeticamente a necessidade de reformular a evangelização, a partir da Palavra, no Espírito. Dando continuidade a essa percepção, o Papa Bento XVI, desde que eleito, tem se esforçado por esclarecê-la e colocá-la em prática.


