Conteúdo enviado pelo internauta Paulo Franklin

Quem é
inibido sabe muito bem o quanto é difícil viver num mundo de desinibidos, pois
lutam para viver por igual, mas insistem em acreditar que não são tão
importantes assim. Acusam-se, dia e noite, policiam as palavras e temem
decepcionar as pessoas ao seu redor. A timidez os faz “heróis de mentirinha”.
Querem agradar a todos, mas vivem se decepcionando. São bondosos com a
humanidade, mas injustos com seu mundo interior.
O tímido acha que todos estão
reparando nele, por isso tem medo de se mostrar. Escondido na sua timidez,
evita os relacionamentos, pois teme a decepção. Ainda não compreendeu que só
mesmo a espontaneidade é capaz de quebrar o gelo do individualismo e nos tornar
mais felizes. A
timidez é tão traiçoeira que atinge até mesmo pessoas dotadas de uma
inteligência ímpar. Sei de tímidos sábios para assuntos acadêmicos, mas
analfabetos para os relacionamentos. Sabem lidar com os livros, mas são
engessados diante das pessoas.
Ninguém
pode se conformar com sua timidez e se condenar a morrer assim. Sei, por
experiência própria, o quanto deixamos de viver e aproveitar a vida por culpa
da inibição, do excesso de policiamento. Vivemos num mundo de imperfeitos e,
por isso mesmo, deveríamos nos permitir mostrar aos outros exatamente aquilo que
somos, pois sem isso estamos vivendo numa redoma de solidão. Ninguém merece
viver assim.
É
possível, sim, deixar de lado a timidez e viver em plenitude. Muitas vezes,
faz-se necessário um tratamento psicológico e/ou filosófico, mas dependerá
muito do tímido querer e lutar para abandonar o vício medonho da vergonha. As
pessoas ao nosso redor são importantíssimas para a cura. Amizades verdadeiras
abrem as portas do nosso coração e nos permitem ver a vida com mais suavidade,
exatamente da maneira como os desinibidos conseguem enxergá-la.
Fonte:
Canção Nova
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