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Rubens Rodrigues*
Marquei
um encontro com Deus. Um encontro onde eu pudesse transparecer amor. Fui sem saber o que dizer, fui simplesmente
na ousadia, mas não sabia precisamente qual era.
Ao
chegar ao local marcado O encontrei justamente onde O imaginei estar, Ele
chegou antes de eu chegar, mas que engraçado, Ele também não me disse nada!
Fiquei inquieto a princípio, pois eu queria conversar, embora eu não
soubesse o que dizer.
Passados
alguns instantes, comecei a refletir sobre alguns pontos da minha vida, tanto
positivos quanto negativos, e sobre a reflexão tida em cada um deles fui
percebendo que o diálogo com Deus acontece até mesmo no silêncio, porque Ele é
a Sublime Consciência e, portanto, conhece a minha melhor do que eu mesmo, pois
aprendi que não são as palavras verbalizadas que mostram quando converso com
Deus, mas sim, as que ficam no silêncio e me fazem dizer o que quero, mesmo
que seja por um momento, tal me custe a perceber isso. Ele, o Deus Altíssimo, que tudo conhece, me faz sentir parte desse tudo, sendo eu, um dos conhecidos de Deus.
Tudo
isso aconteceu porque também se abriu em mim a descoberta de que aquele lugar
era meu coração. Que o encontro marcado existiu desde sempre, todavia, eu não
estava observando o caminho certo para lá chegar. Parece até um tanto paradoxal
ter Deus no coração e não percebê-lO, mas qual o motivo disso? Ah, isso acontece
por razão de nos esquecermos de olhar para nós mesmos, queremos muito enxergar Deus
naquilo que é externo a nós e não nos preocupamos em olhar para Ele que reside
antes de tudo em nosso ser.
Isso
me faz recordar o Evangelho quando me questionou sobre “como posso amar a Deus
que não vejo e não amar o meu irmão a quem vejo?” Essa pergunta feita a nós por
meio do Evangelho é uma bela verdade! Mas quem de nós tentou olhar para si e si
amar um pouco, ser um outro e se amar e ser feliz, pois acredito
que cada um de nós se conhece, e nesse conhecimento de si arranca o passaporte
para amar-se, daí amar o outro que está externo a ti e, enfim, amar a Deus, Sumo
Bem.
É
isso que desejo: amemo-nos! Se praticarmos esse amor, o outro externo a nós sentir-se-á
muito melhor com nossa companhia e faremos uma diferente missão em sua vida: a
missão do amor. Mas esse objetivo se buscará quando estivermos dispostos ao
silêncio de Deus e deixá-lO ser o nosso guia, isso não é difícil, porque Ele
reside aqui, aí, no meu, no seu, no nosso CORAÇÃO.
*Seminarista da diocese de Crateús-Ce e estudante do curso de Filosofia da Faculdade Católica de Fortaleza.
*Seminarista da diocese de Crateús-Ce e estudante do curso de Filosofia da Faculdade Católica de Fortaleza.
1 comentários:
Linda mensagem!!!!!!! :)
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