Comentário
do Evangelho (Mc 10, 35-45) do 29º Domingo do Tempo Comum
O pedido dos dois discípulos
reflete a ambição que pode estar presente em cada um de nós: ser mais que os
outros, dominar sobre os outros.
Exemplos disso não faltam:
nas famílias, encontramos certos pais e mães que, pelo fato de serem “autoridades
do lar”, são arrogantes e autoritários, pensando que resolvem os problemas na
base da força e da violência moral e até física. Esquecem que são “autoridades”
a serviço da família para orientar os filhos no bom caminho, ajudando-os a se
tornar éticos e honestos.
Nas comunidades cristãs,
pode haver risco de certas lideranças, ministros ou agentes de pastoral se
tornarem arrogantes por terem alguma “autoridade”. Dão ordens, exigem
privilégios; nos cumprimentos, exigem veneração, beijos na mão, respeito pelos
títulos que os identificam. Todos os que se dispõem a atuar na comunidade
deveriam estar de fato preocupados em servir os outros e não buscar privilégios
e mordomias para si próprios.
O evangelho de hoje não é
apenas uma proposta a quem detém alguma autoridade ou cargo na comunidade ou na
sociedade, mas é apelo a todo cristão. Quem se propõe seguir o Mestre deve se
comportar como “servo”: marido e mulher são servos um do outro no amor; o
professor é o servidor do aluno, ajudando-o a ser bom e honesto profissional; o
médico se dedica ao doente e o ajuda a recuperar a saúde; o comerciante visa,
antes de tudo, servir bem e honestamente os clientes; o político é alguém que
se preocupa com o bem do povo e das coisas públicas...
Pe. Nilo Luza, ssp
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